biossegurança hospitalar | Editora Humanize
Capa biossegurança hospitalar

BIOSSEGURANÇA HOSPITALAR – HUMANIZE

Autor: Artedes José Santos da Costa.

Este livro se propõe a analisar a biossegurança hospitalar a partir de um olhar ampliado, que integra fundamentos conceituais, determinantes de risco, marcos normativos, desafios organizacionais, impacto da tecnologia, estratégias de educação permanente e tendências emergentes. A abordagem adotada articula evidências teóricas e normativas, estudos nacionais e internacionais e análises críticas sobre a realidade dos serviços de saúde, oferecendo uma leitura aprofundada para profissionais, pesquisadores e gestores que atuam na interface entre segurança, qualidade e cuidado. Ao longo dos capítulos, busca-se demonstrar que a biossegurança não é um campo isolado, mas um componente transversal da gestão hospitalar, essencial para proteger trabalhadores, garantir a segurança dos pacientes e sustentar a confiabilidade das práticas clínicas.

📥 Ler 📤 Compartilhar

📘 Informações Técnicas

ISBN: 978-65-5255-141-2

Ano de publicação: 2025

Editora: Editora Humanize

Páginas: 148

DOI: 10.29327/5732029

🧾 Como citar este livro (ABNT)

DA COSTA, Artedes José Santos. Biossegurança Hospitalar – Humanize. 1. ed. Salvador: Editora Humanize, 2025. ISBN 978-65-5255-141-2.

📖 Introdução

A biossegurança hospitalar consolidou-se, nas últimas décadas, como um dos pilares estruturantes da qualidade assistencial e da proteção ao trabalhador da saúde. O avanço tecnológico, a intensificação do fluxo de pacientes e a complexidade crescente dos serviços tornaram os ambientes hospitalares espaços de risco permanente, nos quais a segurança depende de políticas institucionais sólidas, formação contínua e sistemas capazes de articular prevenção, monitoramento e resposta a eventos adversos. A literatura especializada evidencia que, embora normas e diretrizes nacionais tenham consolidado bases importantes para a prevenção de agravos, ainda persistem desafios relacionados à governança, à adesão às práticas de segurança e à capacidade das instituições de incorporar tecnologias emergentes a partir de uma perspectiva crítica e integrada.

Os marcos regulatórios brasileiros, como a NR-32 analisada por Ricoldi, situam a biossegurança como política estruturante, direcionada à proteção dos trabalhadores e ao ordenamento de processos que envolvem riscos biológicos, químicos e radiológicos. Entretanto, a própria norma demonstra que o cumprimento formal dos requisitos não é suficiente para assegurar ambientes seguros quando não há cultura institucional de responsabilidade compartilhada. O Ministério da Saúde, em parceria com a OPAS, reforça que a biossegurança exige articulação entre vigilância, gestão de riscos, formação profissional e mecanismos de qualidade capazes de sustentar práticas sistemáticas, auditáveis e permanentemente atualizadas.

No âmbito internacional, documentos como o Canadian Biosafety Standard ampliam o debate ao enfatizar a necessidade de sistemas robustos de contenção, monitoramento ambiental, rastreabilidade e avaliação contínua de riscos. Essa perspectiva evidencia que a biossegurança precisa ser compreendida como campo dinâmico, sensível a transformações tecnológicas, à circulação global de patógenos e à crescente integração entre processos digitais e práticas assistenciais. Em consonância com esse movimento, a EBSERH tem buscado fortalecer programas de garantia da qualidade, controle de radiações ionizantes, padronização de rotinas e formação das equipes, destacando que a segurança depende de processos institucionalizados e de ambientes capazes de sustentar condutas clínicas com precisão técnica.

As evidências nacionais e internacionais convergem ao apontar que a segurança hospitalar só se efetiva quando instituições fortalecem suas capacidades de governança, promovem educação permanente e estruturam mecanismos de monitoramento capazes de antecipar riscos. Estudos conduzidos por Nogueira e colaboradores, Costa e sua equipe, Galvão, Remigio e Lobo, além de pesquisas internacionais como as de Kimman, Jagtap, Yeung e Tang, demonstram que a adesão às práticas seguras depende da combinação entre infraestrutura, cultura organizacional, tecnologias confiáveis e profissionais qualificados. Esse conjunto de elementos define a maturidade institucional e orienta a transição para modelos mais integrados, analíticos e tecnologicamente sustentados.

Este livro se propõe a analisar a biossegurança hospitalar a partir de um olhar ampliado, que integra fundamentos conceituais, determinantes de risco, marcos normativos, desafios organizacionais, impacto da tecnologia, estratégias de educação permanente e tendências emergentes. A abordagem adotada articula evidências teóricas e normativas, estudos nacionais e internacionais e análises críticas sobre a realidade dos serviços de saúde, oferecendo uma leitura aprofundada para profissionais, pesquisadores e gestores que atuam na interface entre segurança, qualidade e cuidado. Ao longo dos capítulos, busca-se demonstrar que a biossegurança não é um campo isolado, mas um componente transversal da gestão hospitalar, essencial para proteger trabalhadores, garantir a segurança dos pacientes e sustentar a confiabilidade das práticas clínicas.

Essa perspectiva amplia a compreensão de que investir em biossegurança significa investir em governança, infraestrutura, cultura, tecnologia e formação. Ao explorar tais dimensões de modo articulado, o livro apresenta um panorama que ultrapassa a descrição de normas e evidencia a necessidade de transformação contínua, capaz de responder às exigências de sistemas de saúde complexos, dinâmicos e desafiados por riscos emergentes. Trata-se, portanto, de uma obra que busca contribuir para um modelo de biossegurança orientado pela responsabilidade institucional, pela precisão técnica e por uma cultura de proteção que reconheça a centralidade do trabalhador e do paciente no processo de cuidado.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *