ARQUIPELAGO DE GIZ | Editora Humanize
Capa ARQUIPELAGO DE GIZ

ARQUIPÉLAGO DE GIZ: A EDUCAÇÃO COMO ILHA DE SANIDADE – HUMANIZE

Autora: Clésia Carneiro da Silva Freire Queiroz.

Enquanto o cárcere impõe contenção e apagamento, o “arquipélago de giz” expressa a emergência de espaços mínimos, porém decisivos, onde a educação devolve linguagem ao sujeito e permite que ele retome sua história.

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📘 Informações Técnicas

ISBN: 978-65-5255-156-6

Ano de publicação: 2026

Editora: Editora Humanize

Páginas: 39

DOI: 10.29327/5760179

🧾 Como citar este livro (ABNT)

QUEIROZ, Clésia Carneiro da Silva Freire. ARQUIPÉLAGO DE GIZ: A EDUCAÇÃO COMO ILHA DE SANIDADE – Humanize. 1. ed. Salvador: Editora Humanize, 2026. ISBN 978-65-5255-156-6.

📖 Introdução

Este livro nasce do encontro entre experiência, pesquisa e docência no interior de uma unidade prisional feminina. Ele se constrói a partir de observações de campo, diálogos, registros de aula e escutas sensíveis realizadas no cotidiano escolar, onde a educação emerge como brecha simbólica dentro de um espaço marcado pelo controle, pelo silêncio e pela suspensão dos vínculos.

A narrativa aqui apresentada não pretende falar “sobre” o cárcere de fora para dentro — ela parte de um lugar implicado, ético e sensível, no qual a autora se reconhece como professora-pesquisadora, participante das relações que observa e registra. As vozes que atravessam estas páginas foram reorganizadas literária e eticamente, preservando confidencialidade sem apagar o sentido afetivo, político e existencial de suas experiências.

O livro discute como a prisão atua sobre o corpo, o tempo e a memória, produzindo feridas subjetivas que ultrapassam o portão de saída. De modo concomitante, revela como a escola — mesmo atravessada por vigilância, rotinas disciplinares e limites institucionais — cria fissuras onde a palavra reaparece, o nome retorna e o sujeito volta a existir simbolicamente.

Assim, a obra articula três eixos fundamentais: Experiência vivida no cárcere, atravessada pelo batismo de ferro e pelo luto de vidro; Processos educativos, que operam como refúgio e linguagem para a dor; Ressocialização como travessia, e não mero retorno físico ao mundo exterior.

Mais do que interpretar o cárcere, este livro busca compreendê-lo a partir de quem o habita — e mostrar como, entre feridas e resistências, a educação pode tornar a vida novamente narrável.

Em suma, o livro defende que a educação no cárcere é um gesto de coragem que devolve o fôlego à alma e impede a anulação total do ser humano, provando que “ninguém é apenas o pior dia de sua vida”.

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