GIZ, SUOR E SILÊNCIO | Editora Humanize
Capa GIZ, SUOR E SILÊNCIO

GIZ, SUOR E SILÊNCIO: QUANDO A ESCOLA SE TORNA O CATIVEIRO DA ALMA – HUMANIZE

Autora: Clesia Carneiro da Silva Freire Queiroz.

Dedico esta obra aos mestres e funcionários cujas mãos, feitas para o giz e para o cuidado, foram obrigadas a sustentar o peso de correntes invisíveis. Aos que foram chamados de “monstros” por aqueles que temiam a sua luz, e aos que tiveram a sua honra apunhalada no escuro das salas de reunião.

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📘 Informações Técnicas

ISBN: 978-65-5255-175-7

Ano de publicação: 2026

Editora: Editora Humanize

Páginas: 86

DOI: 10.29327/5790706

🧾 Como citar este livro (ABNT)

QUEIROZ, Clésia Carneiro da Silva Freire. GIZ, SUOR E SILÊNCIO: QUANDO A ESCOLA SE TORNA O CATIVEIRO DA ALMA – Humanize. 1. ed. Salvador: Editora Humanize, 2026. ISBN 978-65-5255-175-7.

📖 Introdução

O que sobra de um ser humano quando sua vocação é transformada em fardo e sua honra em mercadoria?

Nesta narrativa crua e urgente, mergulhamos na rotina invisível daqueles que mantêm a estrutura escolar de pé, mas são os primeiros a serem soterrados por ela. Através da trajetória de Heitor na sala de aula e do calvário de Dona Severina na secretaria, a autora expõe as entranhas de instituições que pregam a ética nos livros, mas praticam a tirania nos bastidores.

O cenário é familiar: o sinal que toca, o café morno, o burburinho do pátio. Mas a atmosfera é de um suspense psicológico real. O assédio moral é descrito em suas formas mais perversas: o isolamento cirúrgico, a sobrecarga deliberada, o cinismo dos gestores ausentes e a calúnia institucionalizada que transforma vítimas em “problemáticas”.

Giz, Suor e Silêncio retiram, à força, o véu de omissão que cobre os corredores das escolas. É um grito de basta contra o “Consórcio do Abuso” e um tributo à integridade que se recusa a morrer, mesmo quando cercada por grades feitas de palavras maldosas e abraços falsos. Este livro é uma leitura obrigatória para quem acredita que o chão da escola deve ser solo de humanidade, não um laboratório de destruição do outro.

Quando a escola — que nasceu para abrir horizontes — se torna o cativeiro da alma, o ensino morre. Este livro é para os que, como Heitor e dona Severina, sentiram o ar faltar entre quatro paredes de concreto e luzes fluorescentes. É um grito contra a normalização do abuso.

Porque enquanto houver silêncio, o cativeiro continuará de portas abertas.

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