HIPERPLASIA BENIGNA DA PRÓSTATA
Uma visão integrativa entre a Medicina Tradicional Chinesa e Medicina Convencional
Autores: Carlos Aurélio da Silva Pereira, Célia Maria Pereira da Silva Lopes Holzer
A Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP), tema aparente desta obra, é aqui abordada como metáfora e realidade. Metáfora do envelhecer, da densificação do tempo e da necessidade de voltar a fluir; realidade clínica que pede um olhar sensível, integrativo e humano. Ao estudá-la, compreendemos que tratar a próstata é também tratar o movimento da vida pois onde há estagnação, há dor; e onde o Qi volta a mover-se, há cura.
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ISBN: 978-65-5255-135-1
Ano de publicação: 2025
Editora: Editora Humanize
Páginas: 106
DOI: 10.29327/5723690
🧾 Como citar este livro (ABNT)
📖 Prefácio
Este livro nasceu do encontro entre dois modos de ver um olhar que observa a estrutura e outro que sente o movimento. Entre o raciocínio da ciência e a intuição da energia, descobrimos um espaço comum: aquele onde o corpo humano se revela como ponte entre o Céu e a Terra, entre a biologia e a alma, entre o tempo e a eternidade.
A Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP), tema aparente desta obra, é aqui abordada como metáfora e realidade. Metáfora do envelhecer, da densificação do tempo e da necessidade de voltar a fluir; realidade clínica que pede um olhar sensível, integrativo e humano. Ao estudá-la, compreendemos que tratar a próstata é também tratar o movimento da vida pois onde há estagnação, há dor; e onde o Qi volta a mover-se, há cura.
A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) oferece um mapa subtil desse movimento: fala-nos do Jing como essência primordial, do Rim como raiz da vitalidade, do Coração como espelho do espírito. A biomedicina, por sua vez, descreve o mesmo fenómeno em linguagem celular e hormonal, revelando as redes elétricas, piezoelétricas e neuroendócrinas que sustentam a coerência do organismo. Entre ambas não há contradição há complementaridade. O que uma mede, a outra pressente; o que uma intui, a outra confirma.
A Medicina Tradicional Chinesa ensina que a dor é o som do corpo a pedir passagem. Que o sintoma é uma forma de linguagem. E que, ao tratar, não se “corrige” convida-se o movimento a regressar. Assim é também este texto: um convite ao leitor para respirar mais devagar, para escutar o próprio silêncio, e talvez perceber que a cura não está fora, mas dentro.
Este livro é o resultado de anos de observação clínica, estudo e silêncio. De uma prática que escutou homens em diferentes idades, com os seus medos, dúvidas e esperanças, e que encontrou em cada corpo uma narrativa singular do tempo. Foi através desses corpos com as suas rigidezes e as suas renascenças que compreendemos que a próstata não é apenas uma glândula, mas um espelho da energia criadora, um altar onde o Jing se manifesta e o Shen aprende a permanecer.
O que o leitor encontrará nestas páginas não é apenas teoria, mas uma proposta de medicina integral: um protocolo clínico unificado que une acupuntura, fitoterapia, reflexologia, auriculoterapia e consciência energética, validado pela experiência e sustentado pela investigação científica contemporânea. Cada capítulo é uma ponte entre o conhecimento antigo e a linguagem moderna, entre o rigor da evidência e o sussurro da intuição.
