SIBO: A SÍNDROME DO SÉCULO XXI
Entre a Ciência e a Sabedoria da Medicina Tradicional Chinesa
Autores: Carlos Aurélio da Silva Pereira.
Escrever sobre o SIBO é escrever sobre o tempo em que vivemos. Não apenas sobre uma síndrome intestinal, mas sobre uma condição humana, o reflexo de uma civilização que, ao acelerar-se, se afastou do seu ritmo natural.
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ISBN: 978-65-5255-134-4
Ano de publicação: 2025
Editora: Editora Humanize
Páginas: 71
DOI: 10.29327/5723692
🧾 Como citar este livro (ABNT)
📖 Prefácio
Escrever sobre o SIBO é escrever sobre o tempo em que vivemos. Não apenas sobre uma síndrome intestinal, mas sobre uma condição humana, o reflexo de uma civilização que, ao acelerar-se, se afastou do seu ritmo natural.
Durante anos, observei pacientes que chegavam às minhas mãos com queixas digestivas que ultrapassavam o corpo: distensão, dor, fadiga mas também angústia, confusão, e uma sensação profunda de perda de si mesmos. Em cada um deles havia um pedido silencioso, uma voz antiga tentando ser ouvida: o corpo falava o que a mente ainda não compreendia.
O SIBO, para mim, começou a revelar-se como uma linguagem, o intestino tentando traduzir o desequilíbrio do mundo moderno. O termo médico, supercrescimento bacteriano do intestino delgado, descreve o que ocorre na superfície; mas por baixo, há um fenómeno mais vasto: a perda da harmonia entre o dentro e o fora, entre o ritmo do corpo e o movimento da vida.
É o excesso de estímulo que fermenta, a ansiedade que inflama, a ausência de silêncio que impede a regeneração. A medicina convencional, com o seu olhar preciso e indispensável, explica-nos o processo: bactérias que migram, enzimas que falham, motilidade que abranda. Fala-nos de antibióticos, de dietas, de protocolos clínicos. A sua voz é necessária e lúcida.
Mas a cada paciente, percebi algo essencial: a cura não acontecia apenas pela supressão do sintoma, mas pela reconciliação com o próprio corpo um reencontro com a escuta interior, com o sentir da respiração, com o centro. É aqui que a Medicina Tradicional Chinesa se levanta como uma linguagem complementar, não de oposição, mas de síntese.
