NINGUEM VEIO ME VER: 12 ANOS PRESO POR UM ERRO – ATÉ QUE A ESCOLA ME LIBERTOU – HUMANIZE
Autora: Clesia Carneiro da Silva Freire Queiroz.
Preso injustamente por ter o mesmo nome de um assassino, Severino Silva passa mais de doze anos enfrentando violência, abandono e silêncio dentro do sistema prisional. Analfabeto ao entrar na prisão, ele encontra em um livro rasgado o início de uma transformação que o levará ao estudo, ao Direito e à reconstrução da própria vida. Uma ficção emocionante sobre injustiça, educação, perdão e o poder libertador do conhecimento.
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ISBN: 978-65-5255-202-0
Ano de publicação: 2026
Editora: Editora Humanize
Páginas: 64
DOI: 10.29327/5881123
🧾 Como citar este livro (ABNT)
📖 Sinópse
Por que esta história precisava ser contada (mesmo sendo ficção). Quando decidi escrever este livro, não queria fazer uma denúncia.
Não quero que você termine a leitura com ódio do juiz, nem com raiva do delegado, nem com vontade de processar o Estado. Quero que você termine com o peito aberto e os olhos molhados. Quero que você acredite que um ser humano pode cair no fundo do poço e ainda assim escolher se levantar. Severino Silva não existe. Criei ele.
Sou professora e pesquisadora do sistema penal, mas este livro não é fruto de estatísticas ou relatórios. É fruto de uma pergunta que nunca me saiu da cabeça: “O que faz um homem que perdeu tudo – liberdade, família, dignidade – não desistir?”
A resposta que encontrei foi: o estudo.
Não a justiça dos tribunais. Não a vingança. Não o dinheiro de uma indenização. A descoberta de que, mesmo na pior cela, um livro pode ser uma chave. A descoberta de que o perdão dói, mas liberta. A descoberta de que recomeçar é possível – com uma caneta, um pedaço de papel e uma fome que não é de comida.
Eu escrevi este livro em primeira pessoa porque queria que você vestisse a pele de Severino. Queria que você sentisse a algema, o abandono, a humilhação – e também o momento em que ele lê “inocente” pela primeira vez, e o dia em que o diretor o chama de doutor.
Mas, principalmente, queria que você chegasse ao final e entendesse: a maior vitória não é processar quem te feriu. É construir uma família que te abrace. É perdoar a mãe que te deixou. É se tornar alguém que nunca faria com outro o que fizeram com você.
Severino não existe. Mas a força dele existe. Existe em cada preso que aprende a ler dentro da cadeia. Existe em cada filho abandonado que escolhe não repetir o ciclo. Existe em cada um de nós que um dia pensou em desistir – e não desistiu.
Se você chorar com este livro, não chore pela dor. Chore pela esperança. Porque o pior da prisão não é o muro. É esquecer que você merece ser livre. Severino lembrou. E você também pode.
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