NINGUÉM À ESPERA | Editora Humanize
Capa NINGUÉM À ESPERA

NINGUÉM À ESPERA: MEMÓRIAS DE UM HOMEM QUE ESQUECEU O MUNDO – HUMANIZE

Autora: Clesia Carneiro da Silva Freire Queiroz.

A construção desta obra nasceu de uma inquietação profunda sobre a invisibilidade humana no sistema prisional e a falácia da ressocialização sem amparo. Ao dar voz a Severino (personagem fictício), não busquei romantizar o crime ou a pena, mas sim investigar o que resta de um ser humano quando lhe são retirados o tempo, o espaço e o afeto por quase meio século.

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📘 Informações Técnicas

ISBN: 978-65-5255-189-4

Ano de publicação: 2026

Editora: Editora Humanize

Páginas: 42

DOI: 10.29327/5832195

🧾 Como citar este livro (ABNT)

QUEIROZ, Clésia Carneiro da Silva Freire. NINGUÉM À ESPERA: MEMÓRIAS DE UM HOMEM QUE ESQUECEU O MUNDO – Humanize. 1. ed. Salvador: Editora Humanize, 2026. ISBN 978-65-5255-189-4.

📖 Sinópse

O tempo, dentro de uma cela de isolamento, não corre; ele estagna. Para o homem comum, quarenta anos são uma sucessão de governos, moedas que mudam de face, tecnologias que nascem e morrem, e rostos que envelhecem em fotografias de família. Para Severino, esse mesmo período foi uma única e longa nota de um violoncelo desafinado, vibrando contra as paredes de uma estrutura que o Estado projetou para ser o seu fim.

Este livro não é apenas o relato de uma soltura, mas o inventário de uma ressurreição forçada. Sair da prisão após quatro décadas é como ser um mergulhador que sobe rápido demais à superfície: o sangue ferve, os pulmões ardem e a realidade parece distorcida por uma pressão que o corpo já não sabe como processar. O mundo exterior, vasto e indiferente, torna-se o novo carcereiro de quem não possui mais as chaves da própria identidade.

Nas páginas que se seguem, mergulhamos no “Umbral”, o choque térmico entre o vácuo do cárcere e o excesso de luz da liberdade. Investigamos as “Sombras”, os reflexos de um passado que Severino tentou enterrar, mas que insiste em latejar em suas mãos calejadas. E, por fim, buscamos a “Resiliência”, o ponto onde o homem deixa de ser um número para tentar, tardiamente, ser um nome. Esta é a crônica do silêncio de quem o mundo esqueceu, mas que a vida, teimosa, resolveu devolver à luz.

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